loucura
Parece que te conheço há tanto tempo, mesmo sem saber ao certo de onde. Eu tenho certeza de que nunca conversamos antes, mas como seria possível sentir essa conexão tão íntima? Nós ficamos estranhamente a vontade onde o toque é sutilmente familiar e as conversas fluem de forma insanamente natural. Rimos até a barriga doer depois de criar mil teorias de como nós somos adultos legais porque fomos crianças dos anos 90, curtimos demais a infância e a juventude. Fomos crianças que corriam descalças atrás de pipa, subiam nas árvores do vizinho e roubavam frutas direto do pé.
Eu acredito que ainda somos bons sobreviventes nesses anos difíceis, por tantas coisas incríveis que já vivemos e as memórias que criamos.
Sentada aqui contigo, na calçada de casa tomando um litrão de Brahma gelado, só consigo pensar no quanto eu amo esse clichê. Nós amamos um negócio chique, um restaurante novo e um café superfaturado. Mas nada, absolutamente nada, supera as cosias simples da vida. Até mesmo porque, pouco importa o lugar, desde que seja boa a companhia. Para lembrar também que eu não estou cansada de você, é sempre uma nova surpresa ou uma nova história misturada com novas sensações. Enquanto te conheço pouco a pouco, descubro diferentes versões suas e me apaixono por cada uma delas. Seus detalhes são lindos, seus olhos mudam de cor, arrisco dizer até que as suas pupilas ficam maiores quando me aproximo mais e mais.
Você sabe ainda sou daquela turma do trauma que sofreu mas que acredita nas pessoas e nos sentimentos mais genuínos - eu preciso me apegar a isso. Sim, também porque sou uma romântica incurável que cresceu vendo filmes de romance onde chorava copiosamente em cada um deles. Vivi histórias na minha mente que ficam ainda mais gostosas de viver na vida real. Eu atraio tudo o que eu emano e o universo tem sido maravilhosamente generoso comigo.
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