amada


Existe uma beleza silenciosa em se sentir amada.

Não falo daquele amor romântico e apressado.

Falo daquele sentimento que se revela nos pequenos gestos — o sentimento genuíno de ser bem quista, um olhar que dura um segundo a mais, uma escuta que acolhe sem interromper, uma presença que não exige explicações.

É mágico perceber que você é vista, como alguém que carrega luz, história, intensidade.

É poderoso sentir que as pessoas querem estar perto, querem ouvir o que você tem a dizer, que se importam com o que você sente.

Ser admirada assim não tem a ver com vaidade. Tem a ver com reconhecimento.

Com o mundo devolvendo aquilo que você sempre teve — mas que alguém, um dia, tentou apagar.

Durante um bom tempo tempo, eu achei que tinha me perdido.

Eu não me perdi, não perdi a minha metade — porque nunca faltou nada. Eu era inteira, sempre fui. Era inteira o tempo todo.

Era inteira mesmo nos dias em que me sentia vazia.

Era inteira mesmo quando duvidei do meu valor.

Era só uma sombra que, por um tempo, me impediu de enxergar a própria luz.

Mas hoje, eu brilho de novo. E não preciso pedir licença. 

O que me faltava era coragem de enxergar que aquela sombra que me acompanhava não era falta de luz — era apenas o reflexo de quem tentou me apagar.

Hoje entro num lugar e sinto os olhos me encontrando, porque há um brilho em mim que agora ninguém mais consegue ignorar.

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