mais uma dose?

A culpa é da dose? As noites quentes, a mão que desliza, o cheiro da pele, o pescoço macio, o toque que chega a dar arrepio. O álcool flui e deixa tudo mais aflorado, o riso solto, o olhar safado, as histórias de pescador, a vontade de mais e mais...
A gente nunca sabe a dose certa. Demonstrar ou não. Fazer algum joguinho de interesse. Mandar a real. Vou assustar o outro se mostrar que sou assim mesmo, intensa? Isso é errado? Por que eu também não me interesso? Onde estão todos esses sinais? Onde estão as minhas borboletas? 

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