teimosa
Ás vezes me pego dando conselhos à minha própria pessoa. Porque além da ausência de cúmplices para dividir meus dilemas, penso que ninguém me conhece tanto, quanto eu mesma.
Já passei por isso antes. Já deixei de dormir imaginando uma vida feliz a dois, ele não foi o primeiro. E, me conhecendo bem, sei que não será o último. A gente sempre acha que aquele cara é diferente. Mas ele só é ‘perfeito’ pelo que idealizamos dele e pelo período em que acreditamos firmemente nessa realidade inventada. Não é o cara que te decepciona, é você que cria um personagem dele que talvez, na vida real, seja diferente. Não há mal nenhum nisso. É que ‘os defeitos’ demoram a aparecer.
Eu prefiro acreditar que a base de tudo é a reciprocidade. De nada adianta você gostar de alguém e fazer planos (reais ou inventados) e a pessoa não nutrir o mesmo sentimento por você. Por que a gente sabe como é o final de tudo isso – você sentada no tapete da sala, assistindo aquele filme fossa e tomando vinho barato no gargalo. Não há mal nenhum em sofrer, se decepcionar, mudar a rota dos ideiais individuais, tomar um pé na bunda. O que não pode é insistir em algo que nunca vai dar certo por pura teimosia.
Não, você não o ama. Você é teimosa!
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