Versões
Poderia generalizar os versos, mas o farei da forma mais
pessoal e sincera possível. Sou mil em uma. Qual versão de mim você conhece?
Aliás, quantas versões?
Posso ser uma boa notícia numa quarta-feira despretensiosa, um
convite malicioso para a sexta-feira e também uma decepção na segunda à noite.
Nenhuma versão anula a outra, pois elas se complementam num carrossel de emoções e
sensações que vivo nas vinte e quatro horas do meu dia. Pois eu moro aqui, em
mim. Durmo, acordo, sorrio e choro muito junto comigo. Por vezes o quarto
esteve silencioso, escuro e gelado, mas, sempre preenchido com as minhas mil
versões. Posso ser safada e mesmo assim fantasiar viver um grande amor, chorando
enquanto escuto uma mesma música milhares e milhares de vezes. Posso ser
insensível, aquela que parte corações. Mas que também sofre de coração partido,
pois, o maior amor que sinto é aquele que não foi correspondido. E dói. Pratico
o desapego, mas também revivo, agonizo a memória de todos os toques e falas e
beijos do último encontro que tive com o cara mais legal do mundo. Enquanto ele, talvez também tenha mil versões, mas acho que nunca vou saber...
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