Tava tudo indo tão bem...
... eu já estava conformada em ter que te esquecer, mas quando eu entrei no mercado a nossa musica começou a tocar e então tudo aquilo que eu demorei semanas para conseguir esconder apareceu como em um passe de magica. Cara eu gritei bem alto ” Porra até aqui tu insiste em me atormentar, a gente já tinha combinado.” O rapaz que estava atrás de mim na fila do pão me olhou como se eu fosse louca e quer saber acho que ele tinha toda a razão de me olhar assim, afinal não é todo o dia que a gente vê alguém que grita consigo mesmo na fila do mercado. Fique vermelha, roxa e azul quando me dei conta do mico que tinha acabado de pagar e de forma instantânea sorri, tirei o meu celular do bolso e pensei vou mandar um sms pra ele para contar o que acabou de acontecer e então pela segunda vez eu dei um berro, esse foi mais alto do que o outro ” Merda de novo? Você tá impossível hoje”. Dessa vez o rapaz que estava atrás de mim sorriu e foi embora, se ele tinha alguma duvida de que eu não estava no meu juízo perfeito aquele segundo berro tinha acabado de lhe dar a confirmação. Pensei em ir embora também, mas estava determinada a não te deixar estragar o meu dia. Peguei o pão e fui direto para a fila dos frios e quando cheguei lá adivinha? Lembrei de você mais uma vez, na verdade eu estava com você na cabeça desde aquela musica. Dessa vez falei bem baixinho “Por favor vai dar uma volta, me deixa sozinha, hoje eu não quero saber de você.” Mentira era claro que eu queria saber dele, queria saber de tudo, mas achei melhor me enganar, como se isso fosse possível. Fui andando em direção do caixa, não estava mais animada em fazer o meu café da manha, na verdade eu tinha perdido a fome. Pensei em largar tudo lá e ir embora, mas eu ainda queria provar que podia ser feliz sem você, respirei fundo e fui para fila que por sinal estava pequena, mas me fez viajar para longe, acordei daquele transe com um rapaz me dando um leve cutão nas costas, olhei para trás meio sem jeito e sorri e adivinha quem era o rapaz? Sim ele mesmo, o cara da fila do pão, fiquei mais sem graça ainda, pedi desculpas umas quinze vezes e ele de forma muito educada me olhou e sorriu, um sorriso tão bonito que me fez ter vontade de sorrir também. Retribui aquela gentileza e fui embora com uma enorme alegria dentro de mim.
Olha que engraçado um estranho sorriu pra mim e salvou meu dia, eu não sei nem o nome dele, mas achei que eu tinha que sair distribuindo aquela felicidade de algum jeito, e fui embora sorrindo até para os cachorros na rua.
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