Foi numa segunda feira
Não uma segunda qualquer... foi uma segunda após um domingo esquisito e de muita reflexão.
Sempre achei que pudesse controlar os meus sentimentos, mas
se tem uma coisa que eu não sei lidar é com términos. Teimosia de taurina?
Talvez...
Depois de um ano descontrolado, estava na hora de voltar a
viver.
No caminho para o trabalho, ouvi todas as músicas que me
lembravam dele e me permiti chorar... eu precisava daquela fossa. Desenhei a
sua vida atual e como eu não me encaixava nela. Mas, espera. Tinha mais uma
coisa. Tinha aquele que veio antes dele... Ah! Como amei aquele cara (e posso
dizer que ainda amo, mas de outra forma agora). Senti uma vontade imensa de
falar com ele e assim o fiz. Disse a ele o quão importante foi aquele ano pra mim
e o quanto eu era grata por ter vivido uma vida junto com ele. O carinho
permaneceu, incondicionalmente como ele disse, assim como o respeito mútuo pelo
caminho que agora seguimos. Pronto. Encerrei esse assunto. Me senti aliviada
por ter dito, e por me lembrar que histórias, mesmo que muito boas, as vezes
acabam mesmo. Mas algo que ele disse me fez refletir... "as vezes cabe a
nós jogar tudo no chão do quarto e começar a colocar cada coisa no seu
lugar".
Ele tinha razão. E eu me segurei nesse conselho firmemente.
Eu precisava tomar as rédeas da minha vida de novo. Não queria passar mais um
ano fechada nos meus conflitos e caraminholas pensando em algo que não era mais
meu... talvez por isso não tenha dado certo com o que veio depois.
Daí me lembrei da recém fossa... poxa vida. Eu tentaria
esquecê-lo, mas eu não poderia de qualquer forma. Então, porque não lidar de
maneira leve? Cara! Ele está feliz, o que mais eu ia querer? Não posso ser
egoísta! Se eu não consegui cativar isso nele, preciso me sentir feliz porque
alguém finalmente conseguiu...
Pois então. Respirei fundo e decidi que jogaria tudo no chão
do quarto. E da sala, da cozinha... eu iria fazer a bagunça que fosse preciso
pra resolver esse aperto no peito. E decidi que abriria a porta do meu coração...
Porra.
Mal respirei e um ar leve tocou meu rosto... mal abri a
porta e já tinha gente esperando. Só esperando. Só ME esperando.
Quanto tempo eu esperei por isso também? Sei lá... foi um
ano difícil. Estou juntando meus pedaços, e acho que ele tem me ajudado. Eu tinha me
esquecido como era gostoso ser EU. E se ele gosta de mim, quero mais o que?
"E eu já estou planejando várias memórias boas".
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