Nublado
O dia amanheceu um pouco nublado. Deu uma preguiça danada e uma vontade imensa de continuar na cama. Abri os olhos de vez e, ao invés de olhar para o céu, minha cabeça viajou para um lugar onde algumas lembranças vieram me atormentar.
Quando perdemos alguém, temos a infeliz mania de tentar reviver todos os momentos que passamos e para, quem sabe, ter de volta as sensações que aqueles dias nos traziam. Apesar de tudo, eu só me lembro dos bons momentos.
Ele foi embora, dessa vez parece que não vai mais voltar. Ainda não defini se estou triste ou apenas aliviada por saber que não há mais chance. Porque, apesar de tentar guardar apenas o que foi bom, as feridas ainda estão abertas aqui, por mais que eu tente curá-las.
São incontáveis noites sem dormi, sao litros e litros de lágrimas que ainda insistem em cair. Cara, se você soubesse o quanto dói... E é uma dor física, meus músculos contraem, a dor me corrói, me deixa nauseada, aturdida, fraca.
Fumo um cigarro e a cabeça gira. Me sinto vazia, sem chão.
Converso com uma foto sua. Nunca sorriu pra mim desse jeito... talvez eu não tenha percebido que de fato, nunca te fiz bem.
Entre conversas mal resolvidas e pendências que nunca irao acabar, eu so tenho que me guardar. Menino, não quero ser egoísta... quero que você seja feliz. Mesmo que não seja comigo. Acho que eu nunca conseguiria isso. (Me perdoe)
No fundo, não era isso o que eu desejava pra nós... eu nem sei bem ao certo o que eu quero, a única coisa que sei é que nao precisamos de rótulos.
A única coisa que sei, é que queria você comigo.
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