A cura
Deixei meu coração do lado de fora e entrei no carro - ele não merecia ver o caos que eu trazia no peito. Achei melhor assim.
Entre conversas longas e leves, e muitas risadas, conseguiu me conduzir direitinho... prendeu minha atenção e arrancou sorrisos fáceis.
Perdi a noção do tempo, pedi mais uma taça de vinho.
Meu corpo estava quente, não lembrava quantas taças já tinham sido servidas.
O clima estava bem propício, e eu estava feliz como há tempos eu não me sentia.
No fundo, faltava alguma coisa... demorei para perceber a relutância.
Abri a porta e deixei meu coração entrar.
Ele estava começando a ser curado.
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