história sem fim
Quando parecia que havíamos superado tudo, ele bateu a minha porta novamente. Era um domingo preguiçoso... estava chovendo muito e mesmo assim eu relutei em deixá-lo entrar. Fui e voltei algumas vezes, me questionando pelos milésimos de segundo que passaram desde o toque do interfone e o sussurro da sua voz: 'sou eu'.
Eu deveria? Ia permitir toda aquela bagunça de novo? Justo agora que eu estava arrumando tudo... droga! O coração amoleceu, assim como as minhas pernas que nem me respondiam mais. Me arrastei até a escada, respirei fundo e virei a chave. Acho que nao cheguei a ficar corada como sempre ficava... me sentia gelada, as mãos suando, uma vontade imensa de abrir a porta e sair correndo.
Ele estava lá. Com aquela calça colorida que eu odiava (mas que caia tão bem no seu corpo), me olhando com a cara de cachorro sem dono que diversas vezes eu vira.
'O que foi?' - eu disse, fria
'Posso subir?'
Deve imaginar o final da história... que na verdade nunca tem fim, nem solução, nem entendimento nenhum. Um dia de paz e outros 20 de confusão. Poderia ter sido diferente dessa vez, mas eu nao consigo falar não pra ele. Aquela maldita esperança dele ter mudado e enfim me aceitar. Me odeio por isso... Mas eu gosto desse cara cada dia mais
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