Cervejas ruins



ahhhhh esse sorriso!
Se ele soubesse o poder que essa curva na bochecha exerce sobre os meus sentidos,  com certeza sorriria mais vezes.
Me lembro daquela tarde como se fosse hoje... Eu toda faceira, o convidei para tomar um chopp depois do trabalho e é claro que ele aceitou - não se recusa um convite pra tomar uma cerveja - ele disse. Me buscou no trabalho e assim fomos.  Ele me observava e tagarelava ao mesmo tempo, acho que pra não parecer muito nervoso.
romantizando
Oooh cara, ele era um fofo! Falava tantas coisas que eu gostava de ouvir naquele momento - as coisas certas. Falava, falava e falava... eu não estava ficando cansada de ouvir.
Me elogiava de uma maneira sutil e sincera, e mesmo tendo aquele interesse em ficar comigo, eu senti que era não era intencional querer me impressionar... apenas porque veio o pensamento pela cabeça e quis falar mesmo - impulsivo. Apesar de parecer seguro, ele estava bem nervoso - deu pra notar pelo tanto que falava sem pausa, assim como eu. Conversamos sobre muitas coisas, e eu só desejava que aquela noite não acabasse.  
 Aquele era um dia especial e eu queria estar na companhia de alguém (acho que meio que precisava disso). Queria me desligar de tudo, e por um momento ser apenas EU. Estava cansada da rotina, da falta de tempo, da falta de afeto das pessoas... e então estávamos ali! Senti que ele estava envolvido comigo e com as minhas estórias (o que me deixou mais interessada). Eu sabia que ele era um cara diferente. E era mesmo (...)

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